A presença da Mulher na área de TI e a importância do respeito

A presença da Mulher na área de TI e a importância do respeito

Sério mesmo que temos que falar disso?? Por mais delicado que seja o assunto, talvez SIM!

Faz algum tempo que vários movimentos carregando suas bandeiras têm buscado voz para trazer a mesa “alces” sobre os quais são muito difíceis de se falar.  Apesar de toda delicadeza que os temas exigem, muitas empresas têm aberto espaços e têm alcançado um resultado positivo ao pelo menos se preocuparem com questões de equidade e inclusão.

Estas duas palavras, equidade e inclusão, são muito interessantes, pois podem ser aplicadas para defender diferentes bandeiras, mas acima de tudo elas defendem o RESPEITO e esta é a proposta pela qual eu gostaria de gerar a reflexão sobre o impacto da presença de mulheres em organizações de tecnologia.

Respeito pode ser definido como consideração ou estima por alguém ou algo, deferência ou reverência. Por esta perspectiva, podemos dizer que em qualquer relação interpessoal, quando o respeito impera aplicamos nossa capacidade de olhar para além das nossas necessidades individuais e passamos a considerar o outro, que por sua vez também aplica consideração para conosco. Afinal, quem não gosta de ser bem tratado, ter suas opiniões ouvidas, poder debater com outras pessoas por ideias e após defender seu ponto de vista ainda poder manter o clima agradável?

Faz pelo menos 12 anos que eu atuo no mercado de tecnologia, que é formado em sua maioria por homens e depois de tantos anos vejo um movimento crescente para incluir mais mulheres na área. Conheço vários projetos dedicados às mulheres que fazem a diferença e isso é maravilhoso. Mas, no dia-a-dia mesmo, neste contexto de quantidade ainda desproporcional entre homens e mulheres, o que vejo funcionar melhor são os ambientes nos quais o respeito é aplicado, em que mulheres ou homens competentes têm a mesma remuneração ou peso de opinião na hora de uma decisão.

Hoje a minha posição na empresa é de gestora da área de Desenvolvimento Organizacional. Temos um grupo de gestores estratégicos atualmente formado por dez pessoas absolutamente competentes. Quando eu iniciei minhas participações neste grupo, eram apenas os 3 founders (homens) e eu. No grupo atual, são 5 mulheres e 5 homens e a cada “reunião de gestão”, na qual tomamos as decisões estratégicas, todos têm voz e opinam e as decisões são colegiadas. O mais interessante é que este empate simplesmente aconteceu e é impressionante como cada um, à sua maneira, contribui para o resultado da empresa, sempre nos dispondo a jogar em grupo.

Posso contar que todos em nosso grupo de gestores têm uma opinião e personalidade forte, todos buscam defender suas ideias e muitas vezes as discussões podem ser intensas. Apesar disso, a relação é de muito respeito, ponto que nos levou à nossa grande transição no último ano, que foi a mudança para uma nova sede e uma transformação na identidade da organização.

Para conduzir a transição de sede e mudança de identidade, os founders delegaram a mim e a Sabrina Colautti, nossa Gerente Administrativa, a responsabilidade de gerenciarmos este projeto. O mais engraçado é que a todo momento os fornecedores da obra se surpreendiam ao nos verem conduzindo o projeto da nova sede, que seria dedicada a 250 pessoas. Gerenciar o projeto foi como fazer uma “pós-graduação” em negociação em 5 meses, pois nosso dia-a-dia era conciliar necessidades, tomar decisões, gerenciar orçamento e principalmente convencer os demais sobre as tendências do espaço de trabalho do futuro. E adivinhem, tivemos muito êxito e posso dizer que o nosso maior aliado foi o respeito.

Bárbara Ritzmann e Sabrina Colautti

De maneira geral, vejo muitas barreiras que precisam ser quebradas na área de tecnologia para que o inconsciente coletivo de que, por exemplo, tecnologia não é para mulheres, mude. É necessário iniciar um trabalho de base em escolas e apresentar a profissão para mais meninas, para que elas percebam que podem atuar com TI. Para quem decide entrar na área, a dedicação é em se manter, ou seja, vencer preconceitos e alcançar posições cada vez mais estratégicas nos projetos e organizações. Acredito que a consolidação da presença feminina virá com o tempo, mas para acelerar o processo temos que pensar pessoalmente no que podemos fazer sobre isso.

Uma dica para começar seria fazer uma autoavaliação e pensar se você tem tratado com respeito as pessoas que estão à sua volta, se você tem promovido equidade e inclusão. Pensar nisso exige reavaliar verdades que podem estar só em nossa cabeça, seja qual for a nossa posição, gênero, idade, status ou outro fator que nos classifica em um grupo.

Você tratou com respeito todas as pessoas com quem se relacionou hoje? Se a resposta for sim, talvez seja mais fácil do que você pensa tratar desses assuntos que parecem difíceis algumas vezes.

Participarei do My Inova, evento sobre Tecnologia da Informação e Comunicação e este ano apresenta a trilha Women in Technology. Estarei presente nesta quinta-feira (dia 22 de agosto) no painel: Como o papel da executiva feminina traduz melhores resultados para as organizações e suas diversas equipes, no qual falarei mais sobre a presença da mulher na área de tecnologia. Se inscreva e aplique meu código BARBARARITZMANN para ganhar 30% de desconto.

Bárbara Ritzmann fala sobre Women in Technology no My Inova

Por Bárbara Ritzmann, Gerente de Desenvolvimento Organizacional na CINQ Technologies.

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