Como a Transformação Digital Afeta o Futuro das Empresas

“Não vou viver para ver isso! ” Essa é uma frase muito comum, mas que deveria ser eliminada do vocabulário de muitas pessoas em relação a diversos temas da tecnologia. Isso, porque a transformação digital está caminhando em um ritmo tão surpreendente, que muita coisa que parecia impossível pouco tempo atrás, já acontece. O futuro é agora e mesmo que esse papo de tecnologia, transformação digital e a necessidade que as empresas têm de se atualizar pareça clichê, é necessário reforçar.

Isso, porque o que mais se vê por aí, são empresas que falam da transformação digital, mas não sabem como implementá-la. Segundo o relatório “Navigating legacy: Charting the course to business value”, realizada entre maio e junho do ano passado (2016), 57% dos CIOs acredita que sua empresa está de olho na inovação e acompanha a transformação digital, mas mais da metade dos colaboradores (52%) relata não ver mudanças no dia-a-dia da empresa.

A TI sempre foi importante. Mas agora, é essencial. A transformação digital traz consigo uma onda de facilidades e que se não exploradas, podem significar o fim de um negócio. Outra pesquisa da Cisto (2017) revela que só 67% das empresas estão investindo em transformação digital.  Se a tecnologia veio para facilitar processos, então por que a demora na sua implementação? A automação, não só pode tornar trabalhos mais rápidos, mas também diminuirá custos e falhas. Cada vez mais, precisaremos da criatividade e de emoções humanas e cada vez menos de pessoas realizando trabalhos “mecânicos”.

Mas como trazer a transformação digital para dentro das organizações?

As estratégias das empresas devem ser repensadas, e mais do que nunca, o foco é o consumidor final. É preciso ter planejamento e a consciência de que cada caso, é um caso.

Para alguns setores, a transformação digital chega de forma assustadora. Mas em outros, é preciso ir devagar… Na primeira possibilidade, se inserem as tecnologias disruptivas, ou seja, que vêm para derrubar o modelo utilizado no mercado. Como as velas, que deram lugar às lâmpadas, a fotografia digital, que tem substituído a analógica e o Uber, ameaçando os táxis.

Em outros casos, pequenos processos que são otimizados com automação ou o uso de diferentes tecnologias já podem ser suficientes. Mas não é criando aplicativos que a empresa sairá na frente. É necessário sempre estar de olho, mapeando sinais de mudança, buscando aproximação com startups ou até mesmo criando comitês de inovação.

Um dos primeiros passos para a implementação da inovação, pode estar no conceito de Bimodal (já empregado aqui na CINQ, por exemplo), que junta dois modos para unir a inovação tecnológica com modelos convencionais e seguros:

  • Modo 1 (ou tradicional): foca em processos já existentes, gerenciando-os e garantindo sua estabilidade.
  • Modo 2 (rápido ou flexível): visa a geração de inovação, fugindo do convencional para entregas mais rápidas e conquista de novos mercados.

Assim, é possível “pensar fora da caixa” para otimizar processos e “manter a caixa” para garantir que o que já está funcionando bem, continue assim.

Reinventar pode ser arriscado, mas não correr esse risco pode ser pior ainda. Passou da hora de a tecnologia sair do discurso e ir para o DNA das empresas. E se a hora “continuar passando”, os próximos anos poderão ser repletos de empreendimentos fechando as portas para dar lugar a outros. Possivelmente, seus concorrentes.

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