Ecossistemas de Inovação: Desafios e Oportunidades

Ecossistemas de Inovação: Desafios e Oportunidades

Players curitibanos discutiram este tema no 3º Meetup de Inovação CINQ

Quando empresas, startups, universidades e governos se unem em um ambiente colaborativo, inovador e de aprendizado, criam um Ecossistema de Inovação. O objetivo deste é que os players trabalhem para crescer em conjunto, compartilhem resultados, facilitando assim, o desenvolvimento de inovações. A partir destas interações, cria-se uma tendência empresarial, a qual permite a integração com profissionais do mesmo segmento, o que facilita para chegarem a soluções de dores em comum no mercado.

No dia 21 de novembro, durante o 3º Meetup de Inovação CINQ, cinco representantes de organizações ativas no ecossistema curitibano discutiram sobre os desafios e oportunidades dos ecossistemas de inovação. Os participantes foram: Alexandre Moraes – Coordenador de Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia na Agência de Inovação da UFPR; José Carlos Gehr – Diretor Técnico na Agência Curitiba/Vale do Pinhão; Helena Merck – Community Manager no Distrito Spark CWB; Letícia Preuss – Líder da Endeavor no Paraná; e Bruno Torres Boeger – Especialista em Gestão de Mudanças na Rumo, como mediador.

A Agência de Inovação da UFPR é uma unidade administrativa que tem como missão fazer a interlocução entre o setor produtivo (sociedade) e a universidade, sendo que visa à geração, inovação e os benefícios que a última proporciona. O Distrito Spark é um Hub de inovação que apoia startups, empresas e investidores por meio do seu ecossistema de inovação. A Agência Curitiba de Desenvolvimento, criadora do Programa Vale do Pinhão, por sua vez, procura induzir a inovação no estado do Paraná como um todo, se apresentam como um movimento de todos para uma cidade mais inteligente. Endeavor, uma organização sem fins lucrativos de apoio ao empreendedorismo de alto crescimento. E a Rumo, a maior operadora de ferrovias do Brasil, a qual oferece serviços logísticos de transporte por ferrovias, elevação em portos e estocagem de produtos.

Participar ativamente de ecossistemas permite uma busca de interesses comuns para impactar a sociedade como um todo. Envolve muito aprendizado, é sobre compartilhar, estar em constante melhoria e mudança, porém, apresenta muitos desafios. Para a Agência Curitiba de Desenvolvimento, uma dificuldade encontrada é construir um ecossistema macro que consiga unir todas as forças com o intuito de transformar uma cidade/estado/país positivamente. E por maior que seja o desafio, estão conseguindo cumpri-lo, visto que colocaram Curitiba entre as 6 cidades mais inteligentes do mundo.

A Agência de Inovação da UFPR enxerga a importância de participar ativamente nos ecossistemas para formar conexões e assim preparar profissionais ainda mais qualificados para o mercado. Assim, esta tem buscado fomentar a união academia e empresas para, com isso, desenvolver novos projetos, mas buscar estes parceiros para construir em conjunto novos negócios tem se mostrado um desafio. Muitas empresas ainda trabalham de forma unilateral, é importante entender como fomentar o trabalho em parceria com estas para propósitos em comum.

Como um Hub de inovação, o Distrito procura conectar e entender as empresas e startups. Helena pontuou que é preciso ter um olhar cuidadoso e atento em como agregar valor aos projetos de mercado. Além disso, também deixou o questionamento sobre como as empresas estão trabalhando com as startups, estão realmente criando uma parceria, realizando uma troca? É preciso entender a forma de se trabalhar com uma startup, mas também compreender que esta tem muito valor a agregar.

O Vale do Pinhão, que trabalha apenas com parcerias – empresas, startups, investidores anjo etc. – tem o desafio de fazer com que todos participem ativamente nas iniciativas. Para isso, buscam fomentar conexões ao incentivar os atores a se conversarem em ações como: Business Round, Happy Hour de negócios curitibano, que consiste em uma rodada para discutir negócios nos bares da cidade uma vez por mês.

Uma questão referente ao ecossistema como um todo é sobre a comunicação. Por ser um ambiente com diversos players, a mensagem pode chegar diferente para os diferentes públicos. Precisamos ter empatia e entender como fazer a informação chegar para cada uma das pontas e qual é o papel de cada um. A informação empodera, criar barreiras na comunicação apenas tira o poder de quem poderia estar colaborando.

As oportunidades são principalmente em relação à colaboração com o ecossistema e sobre como os players podem trabalhar em conjunto para desenvolverem um cenário ideal para o desenvolvimento de inovações consistentes. Um ambiente que favoreça parcerias e negócios promissores para o crescimento. Para isso, cada player precisar pensar em como pode contribuir, para fomentar o desenvolvimento e ter conquistas ganha ganha.

Durante este painel no Meetup, a academia se destacou com grandes oportunidades para fomentar o desenvolvimento. Desde a questão de formação de profissionais qualificados para o mercado, o desenvolvimento de pesquisas e a participação ativa nos ecossistemas. E para tudo isso acontecer, torna-se necessária a interação da universidade com todos os envolvidos na área de Inovação.

Falar em desafios no âmbito da inovação não necessariamente remete a problemas, quem trabalha nesta frente “não pode ver um desafio pela frente”, como o Ale Moraes comentou. Neste sentido, para trabalhar com esses desafios e transformá-los em oportunidades é importante que as pessoas tenham ciência do seu papel, pois só assim poderão contribuir da melhor forma para o ecossistema.

 

Por Thaís Prado – Comunicação e Marketing na CINQ

 

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