O futuro presente da TI: empolgante e assustador

CINQ Technologies – Carlos Alberto Jayme

No início da década de 90, percebi mudanças importantes no setor de tecnologia da informação que me motivaram a fundar a CINQ Technologies. Naquela época, transformações importantes ocorreram e percebi um aumento de demanda de serviços de desenvolvimento de software. Essas transformações compreendiam principalmente: surgimento das interfaces gráficas, redes locais, protocolos de comunicação padronizados, orientação a objetos e a adoção em massa do computador pessoal. Três anos mais tarde a internet decolou e uma nova fase de adoção de tecnologia se iniciou. Então vieram as redes sociais, os smartphones e o ritmo se intensificou.

Em alguns destes momentos percebi a vinda de mudanças relevantes nas empresas e na vida das pessoas. Me empolguei com cada uma destas ondas tecnológicas. No entanto, um tsunami tecnológico já está em andamento. É a primeira vez que, além de me empolgar, também me assusto com as possibilidades que a transformação a caminho trará.

Como o estouro de pipocas, parece que entramos naquela fase em que a maioria começa a estourar ao mesmo tempo, fazendo com que todas as tecnologias estejam convergindo e criando meta tecnologias como: transformação digital, machine learning, inteligência artificial, bots, crowdsourcing, blockchain, fintech, omnichannel e mais um arsenal de outras iniciativas transformadoras.

Eu me considero alguém antenado, mas nunca me senti tão defasado em termos de tecnologia como estou me sentindo neste momento.  A necessidade de estudar, ao menos compreender o que está acontecendo é urgente. É como se um ctrl-alt-del tenha sido acionado em relação ao que precisamos saber para sermos bem-sucedidos como profissionais. Não há mais espaço para comodismo em termos de aprendizado e curiosidade. Cheguei a criar uma coletânea de artigos no Flipboard para tentar me manter no mínimo informado, a qual compartilho aqui: https://flipboard.com/@betojayme/cinq-technologies-pjtpcegny

Por outro lado, com toda esta contaminação tecnológica, percebo também a necessidade de iniciativas de aprendizado de habilidades desplugadas como: artes plásticas, artesanato, trabalhos manuais, música, culinária, panificação, lomografia, leitura de um bom livro, esportes, etc. É como se a mente clamasse por se manter ativa e criativa sem nos deixar levar no modo piloto automático, como fazemos quando dirigimos com o Waze, sob pena de ficar atrofiada.

Pode ser que isso tudo seja confuso, mas é como eu me sinto neste momento: empolgado pelas oportunidades e preocupado com as consequências. Aficionado e aprisionado pela tecnologia. Parece um caminho sem volta e que exigirá uma grande capacidade de adaptação das pessoas, das empresas e dos governos. Os taxistas já estão enfrentando o impacto, mas certamente todos nós, em algum nível de impacto, seremos afetados.

Bem-vindo ao futuro presente.

 

 

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