Smart Cities: a luta da tecnologia contra o caos

Foi-se o tempo em que nós é que tínhamos que nos adaptar à tecnologia. Segundo o relatório Accenture Technology Vision 2017, é ela que deverá se adaptar ao nosso estilo de vida.

Cada vez mais, as pessoas podem tomar o controle para moldá-la da melhor forma, para que as nossas necessidades sejam atendidas.  E é exatamente isso que vem acontecendo com as grandes cidades.

Considerando-se que em 2017, a previsão é que 70% da população mundial viva em centros urbanos, a tecnologia começa a ser usado para diminuir os problemas que acabam surgindo devido à grande circulação de pessoas, como congestionamentos, falta de energia e falhas de comunicação, por exemplo.

Mas o que são Smart Cities?

Segundo a Fundação Mundial de Comunidades Inteligentes (World Foundation for Smart Communities), cidades inteligentes são aquelas capazes de promover um crescimento bem planejado, que considera as tecnologias da informação e comunicação (TICs) para transformar a vida e o trabalho das pessoas de forma significativa. Além disso, outros autores complementam que para ser uma Smart City, é necessário que a cidade possua um crescimento sustentável e conte com grande interação entre o governo e os cidadãos.

Em 2008, frente a uma das maiores crises que o planeta já viu, a IBM começou a trabalhar no conceito de “Smart City” como parte da iniciativa “Smart Planet” (planeta inteligente). Antes disso, no final da década de 90, o termo “Smart Growth” (crescimento inteligente) já começava a aparecer. Ele ditava novas políticas de desenvolvimento para as cidades que cresciam desenfreadamente.

No século XX, com a proliferação dos computadores, o termo “Smart City” foi se popularizando. A Guerra Fria trouxe para mais perto da realidade conceitos tecnológicos que pareciam distantes. Com ela, ocorreu a banalização da internet e, mais tarde, o surgimento da Web 2.0. Atualmente, os conceitos de Big Data, Internet of Things, Crowdsourcing, Open Data e Cloud Computing tem contribuído ainda mais para que as Smart Cities saiam do papel.

No Brasil, o maior exemplo que temos é o Rio de Janeiro. Segundo um relatório realizado pela Urban Systems, a cidade é o maior modelo de cidade inteligente que temos no país, seguida de São Paulo e Belo Horizonte.

 

Na capital fluminense, a IBM (empresa de tecnologia que conta com cerca de 2,5 mil projetos de cidades inteligentes no mundo) criou um painel de controle para monitorar o tráfego da cidade através de câmeras. Com ele, é possível montar um mapa de fluxo, estimar quantos quilômetros apresentam lentidão e avisar motoristas por meio de painéis nas avenidas (smart mobility). Esse sistema de monitoramento também possui ferramentas para analisar, prever e tomar atitudes sobre as condições climáticas da cidade, incluindo áreas de alagamento.

Além disso, no Rio, os cidadãos dispõem de um aplicativo para facilitar a comunicação com o governo. Assim, as pessoas podem apontar melhorias na cidade, desde semáforos quebrados até buracos nas ruas, e passam a atuar como protagonistas da gestão pública.

 

 

De forma resumida, para os cidadãos, o uso de tecnologias para tornar as cidades mais inteligentes poderá significar:

– Acessibilidade e interação;

– Participação de pessoas nas decisões do governo;

– Difusão mais rápida de informação e comunicação;

– Modernização das fontes de informação;

–  Cidadãos na condição de produtores e / ou consumidores (prosumers) da informação.

Ainda falta muito, mas no futuro, todas as cidades estarão conectadas. Crescer de forma sustentável é o maior desafio que as cidades terão. A resposta? Tecnologia.

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